Deputados discordam sobre acordo de acionistas
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quarta-feira, 04 de setembro de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O novo acordo de acionistas da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) opôs, ontem, os deputados estaduais Tadeu Veneri (PT) e Antônio Salles Belinati (PP). No dia 27 de agosto, a Sanepar informou ao mercado que mudaria a estrutura administrativa da empresa, mediante acordo entre o Estado e o Grupo Dominó (donos de 60% e 39,7% das ações com direito a voto). Na ocasião, informou que aproveitaria para quitar uma dívida de R$ 1,06 bilhão da Sanepar com o governo do Paraná (empréstimo tomado em 2003).
Parte seria paga em dinheiro (R$ 283 milhões) e outra em ações preferenciais, sem direito a voto, mas com participação na divisão dos lucros (R$ 781 milhões). Os bancos BTG/Pactual, BBI e Credit Suisse foram contratados para avaliar quanto custaria cada ação da Sanepar e chegaram ao valor de R$ 12,75, o que significa o repasse de 61,2 milhões de ações preferenciais. O petista alegou que na Bolsa de Valores cada ação custa R$ 6,9 e que, portanto, o governo deveria receber 113 milhões de ações. "O Estado está comprando vidro e pagando cristal", apontou Veneri.
A afirmação foi confrontada por Belinati, que deixou a diretoria comercial da Sanepar para assumir o mandato de deputado estadual. "A Sanepar levou em conta tudo que é exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM, autarquia federal). Ela podia definir o preço ou por avaliação patrimonial, ou pelo "preço de tela" (da Bolsa de Valores), ou pelo método do "fluxo de caixa descontado". O adotado foi esse último, que reflete melhor o potencial de crescimento da Sanepar. Em 2011, o preço da ação no mercado era de R$ 2,80, logo foi uma decisão acertada", afirmou o deputado.
Veneri acha que a transação "tirou" do Paraná R$ 358 milhões, Belinati que o novo acordo facilitará mais investimentos, elevando o preço da Sanepar no mercado.


