Deputados devem seguir posição 'individual'
Curitiba - O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), líder do governo, afirma que é contrário à proposta que cria o fundo de aposentadoria suplementar na Assembléia. Sua posição, no entanto, a favor da manutenção do veto do governador Requião à proposta, não deve ser seguida pela bancada de apoio na Casa. Romanelli disse que vai reunir as lideranças da base, mas admite que terça-feira, quando o veto for apreciado em plenário, os posicionamentos individuais devem prevalecer. ''É um tema que envolve até a convicção pessoal de cada deputado.''
O peemedebista destaca que há dúvidas quanto ao funcionamento da proposta e que o governador, ao vetá-la, argumentou que não havia cálculo atuarial. Romanelli acredita que os deputados poderiam entrar no regime geral dos servidores públicos, através do Paraná Previdência, já existente. ''Deputado não é carreira, não é profissão, mas há um concurso difícil que ele precisa enfrentar a cada quatro anos, que é a eleição'', comparou ele.
Durval Amaral (DEM) tem opinião semelhante sobre a atividade parlamentar. ''Não é uma relação trabalhista, mas são serviços prestados à sociedade'', defende ele. ''A Previdência Social no Brasil é uma instituição falida. Ninguém está satisfeito.''
O presidente da Assembléia, Nelson Justus (DEM), foi enfático ontem ao defender a proposta. ''Eu não iria colocar minha assinatura em algo que depois me envergonharia. A proposta é rígida em comparação a outros fundos. O deputado vai ter que pagar para ter os benefícios do fundo'', disse. Justus acrescenta que o argumento do governador Requião ao vetar a proposta já foi discutido. ''Fizemos reuniões com a secretaria estadual da Fazenda e com a Procuradoria-Geral do Estado. Já temos um cálculo atuarial que será apresentado terça-feira à imprensa.''(C.S.)





