Três dos quatro deputados federais com base em Londrina se disseram favoráveis à redução de despesas; dois - Luiz Carlos Hauly (PSDB) e André Vargas (PT) - se mostraram mais afins com a da Frente Municipalista.
''O modelo vigente determinado pelo TSE não diminui custos, só vagas - não passou de uma grande enganação'', criticou Vargas. Para o petista, apesar de ainda não haver um consenso sobre qual modificação deverá ser aceita, dois pontos de discussão são comuns: ''Corrigir distorções nas cidades médias e diminuir gastos sem comprometer a representatividade'', disse. O petista acredita que o partido fará uma proposta intermediária, mais semelhante à de Penido. ''A da Frente é mais razoável até aqui'', argumentou Vargas, para quem as alterações que vingarem ''têm que valer já para a próxima eleição''.
Na avaliação de Hauly, que é membro da Frente, a emenda do pedetista de MG também é a mais aceitável. ''Vai ser uma redução significativa de recursos públicos, anualmente - cerca de R$ 1,5 bilhão. Pelo que o TSE decidiu, não houve economia, pelo contrário: algumas câmaras gastaram até mais do que antes'', sustentou o tucano.
Já Alex Canziani (PTB) preferiu não apontar uma opção entre as duas recentes; segundo ele, a decisão sobre o tema será da bancada. ''Não temos ainda uma proposta oficial determinada, o PTB vai se manifestar sobre isso na semana que vem''. Já o deputado Barbosa Neto (PDT) foi procurado pela reportagem desde quarta-feira passada, mas não foi localizado. A assessoria dele também não se manifestou sobre o assunto. (J.G.)

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