Curitiba - O episódio dos consórcios da Copel acabou abrindo uma discussão na Assembléia Legislativa sobre a lei assinada pelo governador Roberto Requião (PMDB) que proíbe a Copel de fazer parcerias com empresas privadas caso a estatal não tenha pelo menos 50% mais uma das ações do empreendimento. A lei foi criada após o término da CPI da Copel, que levantou indícios de favorecimento de vários empresários que se associaram com a empresa de energia durante o governo Jaime Lerner (PSB).
Ontem, até mesmo o presidente da Copel Paulo Pimentel reconheceu que parcerias minoritárias podem ser favoráveis à estatal. Na reunião com os deputados, Pimentel inicialmente defendeu a aprovação do consórcio Artemis ressaltando que seria um negócio lucrativo para a empresa.
O deputado André Vargas (PT) também defende uma revisão da lei, especialmente devido à nova política energética do país. ''A Copel precisa fazer consórcios com empresas privadas para poder ter direito a um empréstimo do BNDES. Além disso, se imaginarmos que uma usina hidrelétrica pode custar mais de R$ 1 bilhão, percebemos que a Copel nem sempre vai ter dinheiro para ter mais de 50% de um empreendimento desse porte. Essa lei engessa a Copel e pode significar perda de receitas'', alertou Vargas.
O deputado Tadeu Veneri (PT), que participou da CPI da Copel, também admite uma alteração na lei: ''Na CPI nós percebemos que realmente muitas parcerias foram feitas às escondidas para favorecer particulares. Acho que o que precisamos entender é que as parcerias da Copel precisam de um controle público, e não necessariamente um controle estatal. Entendo que a Copel pode, sim, ser minoritária, desde que a sociedade possa acompanhar o que está sendo feito na parceria.'' (R.S.)

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