Deputados de Londrina falam sobre pacotão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Luís Fernando Wiltemburg<br> Reportagem Local 
Os deputados Cobra Repórter (PSC) e Tercílio Turini (PPS), da região de Londrina, têm visões diferentes sobre o pacotão de Beto Richa (PSDB). Enquanto o primeiro votou a favor do regime de urgência e criação de Comissão Geral para aprovação às pressas, o segundo rejeitou a proposta e adianta seu voto contrário aos textos do Executivo.
Já Tiago Amaral (PSB) não atendeu às ligações na tarde e noite de ontem e não retornou os pedidos de entrevista deixados em sua caixa postal e feitos à sua assessoria de imprensa sobre os motivos que o levaram a votar a favor da tramitação em regime de urgência, apesar das manifestações contrárias da população.
Cobra, que pertence à base de sustentação de Beto na Assembleia Legislativa (AL) o PSC é a legenda do secretário de Desenvolvimento Urbano do Paraná, Ratinho Júnior, e é a maior bancada do Legislativo justamente por causa de sua expressiva votação disse que votou favorável ao regime de urgência porque, após analisar os textos, considerou que "não tem nada que fere o professor e os funcionários públicos".
Ele também não considera que seu voto na contramão dos apelos populares seja contra os interesses dos eleitores. "O que percebo é que há uma onda no Estado devido à insatisfação em várias áreas, mas não podemos aliar uma coisa com a outra. O que acompanho é o pessoal da APP-Sindicato (sindicato dos professores estaduais) inflamado, mas não explicam o projeto à categoria."
Com mais tempo de vida política, Turini se diz "preocupado com o desfecho" da possível aprovação dos projetos de lei, ante os manifestantes que ocupam a AL e a Polícia Militar. "Vemos uma mobilização no Estado como pouco se viu. Essa aprovação pode levar o Paraná a uma greve geral muito longa. E comissão geral é uma excrescência, porque elimina todo tipo de debate", justificou.


