Curitiba - Deputados estaduais da CPI da Copel estão sofrendo ameaças de morte por causa das investigações. O presidente da comissão, Marcos Isfer (PPS), e o sub-relator de assuntos tributários, Tadeu Veneri (PT) disseram que desde o início dos trabalhos sofrem com esse problema. Na sexta-feira passada, foi a vez da filha de Veneri, de 12 anos, ser abordada por um homem mascarado e armado. A Secretaria de Segurança Pública se colocou à disposição dos deputados.
  ‘‘Não há temor, muito pelo contrário. Se as pessoas que estão fazendo isso conosco, acham que vamos paralisar as investigações, estão muito enganadas’’, afirmou Isfer. Segundo ele, todos os depoimentos e sessões já estão marcados e não vão sofrer alteração. ‘‘Isso mostra que eles não nos intimidam’’, acrescentou. No próximo dia 21, a CPI deve finalizar o subrelatório. O relatório final deve ficar pronto no início de outubro e levado para apreciação do plenário, informou Isfer.
  Veneri disse que quer acelerar a tomada de depoimentos e insistir para que algumas pessoas, cujos nomes ainda não foram aprovados pela CPI, sejam convocadas. A filha dele foi ameaçada no trajeto da escola para casa. O homem estava em um Vectra, semelhante ao que já circulou nas proximidades da casa do deputado. ‘‘O homem falou para minha filha que se os depoimentos continuassem, ela que iria sofrer’’, declarou.
  No sábado, Veneri conversou com o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari. ‘‘Eles precisam de segurança porque estão mexendo em um vespeiro. Não há dúvidas de que correm risco de vida e terão todo o apoio da secretaria’’, afirmou ontem Delazari.
  Hoje a CPI ouve o ex-presidente da Copel e ex-secretário da Fazenda Ingo Hübert. Ele assinou a convocação na semana passada. O depoimento dele é considerado fundamental para os deputados concluírem as investigações.

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