Curitiba - A alta na tarifa do pedágio que entra em vigor hoje nas praças de cobrança de todo o Estado foi alvo de críticas dos deputados na sessão de ontem da Assembleia Legislativa (AL). O reajuste médio que atinge o bolso dos motoristas chega a 10,28%.
Segundo Tercílio Turini (PPS), o pedágio está completando 18 anos em dezembro e não dá para entender este reajuste médio acima dos 10%. "O que precisávamos neste momento é que a Agepar (Agência Reguladora dos Serviços Delegados de Infraestrutura do Paraná) viesse a diminuir os valores do pedágio. Se ficássemos 10 anos sem reajuste as concessionárias já teriam muito lucro", frisou.
O deputado Péricles de Mello (PT) reforçou a necessidade da Assembleia discutir o projeto que cria mecanismos de controle de tráfego que passa pelas praças de pedágio. "Só assim teremos uma noção do quanto as concessionárias arrecadam, porque o que aparece no contrato é a arrecadação prevista e não a real", destacou.
Um projeto apresentado pela liderança do governo, que cria um equipamento de controle de quantas veículos passam pelas cancelas das concessionárias já passou pela CCJ, entretanto não tem previsão para ir a discussão no plenário.
"Só tem duas coisas que são inevitáveis no Paraná. No caso de todos nós é a morte; e todo o ano o aumento do preço do pedágio. Preço que está um absurdo, mas pelo menos o governo está conseguindo fazer com que as concessionárias façam as obras", completou o líder do governo na Casa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). (R.C.J.)

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