Curitiba - O comentário do governador Roberto Requião sobre o câncer de mama em homens foi alvo de críticas também na Assembleia Legislativa. A Casa recebeu ontem a visita da presidente do Grupo Dignidade, entidade de defesa dos direitos dos gays, lésbicas, transsexuais e transgêneros (LGBT), Rafaelly Wiest. ''O governador brincou com duas situações graves, que é o preconceito contra os LGTBs e o câncer'', destacou. Rafaelly afirmou que pretende cobrar do governo a solução de crimes contra os gays e transsexuais. ''Só este ano já tivemos 19 assassinatos'', afirmou.
Na tribuna, o deputado Professor Lemos (PT), afirmou que a fala de Requião foi ''muito infeliz, ainda mais numa televisão pública''. ''Isso contraria o próprio trabalho do governo do estado em prol dos direitos humanos.'' Para ele, o comentário reforça a violência contra pessoas que ''têm outra orientação sexual que não a heterossexual''. ''Só em 2008 foram 109 pessoas assassinadas em todo o país por serem homossexuais ou transsexuais. Uma frase como essa estimula a violência e o preconceito.''
Outro que se manifestou contra o governador foi o deputado Antonio Belinati (PP). ''O comentário ofende não só os gays, mas também as pessoas que sofrem com o câncer de mama e que enfrentam o preconceito'', criticou.
Luiz Claudio Romanelli (PMDB), líder do governo, tentou defender o governador. Disse que o comentário foi uma ''piada de mau gosto'' que deveria ser relevada.

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