Deputados paranaenses criticaram ontem o comportamento do procurador-geral do Estado, Joel Coimbra, que na sexta-feira agrediu com um tapa no rosto o professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Paulo Mathias, após um debate num programa de TV. O líder do PMDB na Assembléia Legislativa, Nereu Moura, classificou o episódio como ridículo. ‘‘Essa é a metodologia do governo para resolver os problemas. Se não dá na conversa, recorre à violência para impor sua vontade.’’
O líder da oposição, Waldyr Pugliesi (PMDB), emendou: ‘‘Isso aqui parece programa de auditório. Depois do Tá Dominado, agora a música do Palácio Iguaçu é Só Um Tapinha Não Dói’’, alfinetou Pugliesi. O vice-líder do governo, Ademar Traiano (PTB), saiu em defesa. ‘‘O governo nunca deixou de respeitar as universidades’’, rebateu. O governador Jaime Lerner (PFL) disse, por meio de sua assessoria, que considera o episódio ‘‘encerrado’’.
O deputado federal Joaquim dos Santos Filho (PFL) também lamentou a atitude. ‘‘As pessoas estão perdendo o controle. Temos visto isto no dia-a-dia’’, avaliou. No sábado, pressionado pelo governo, Joel Coimbra formalizou o pedido de desculpas. Mas fez questão de deixar claro que o pedido não era para o professor. ‘‘Repudio a violência do professor’’, atacou.
O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar) divulgou ontem nota de repúdio pela agressão, citando que a diferença de posições é própria da democracia e que a violência não pode ser utilizada para acabar com opiniões divergentes. A reitoria da UEM também divulgou ontem a decisão do Conselho Universitário de pedir ao governo do Estado o arquivamento do processo administrativo contra os professores. Conforme o conselho, todos os atos da greve eram definidos em assembléia e não de um grupo isolado. (Colaborou Marta Medeiros, de Maringá)

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