Deputados cogitam recesso branco na AL
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quarta-feira, 06 de julho de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba Diante do adiamento, por parte do governador Beto Richa (PSDB), do envio do projeto revogando a data-base do funcionalismo, que constaria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, e da consequente suspensão das "férias" parlamentares, os deputados estaduais já estudam a adoção de um "recesso branco" na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, nos moldes do que costuma ocorrer no Congresso Nacional. Neste caso, haveria sessões, com quórum mínimo, mas nenhuma delas deliberativa. Conforme o regimento interno da Casa, as atividades em plenário só poderiam ser paralisadas, no dia 17 de julho, e retomadas em 1º de agosto, após a votação da LDO.
"Ao presidente cabe não dar o recesso. Lamento. Sei que alguns têm compromissos, mas também não posso ficar atrelado a descumprir aquilo que e a nossa bíblia, que é o regimento, prevê", disse o chefe do Legislativo, Ademar Traiano (PSDB). Segundo ele, a administração está constantemente encaminhando mensagens, motivo pelo qual haverá sim trabalho a ser feito nas próximas semanas. Quanto à possibilidade de adequar o calendário, o tucano contou que ainda conversará com as lideranças partidárias. "Podemos estabelecer uma regra para nesses 15 dias de recesso fazermos sessões, quem sabe, uma ou duas vezes por semana", sugeriu.
Para o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), o recesso branco deve ser discutido. "Teremos um período em que se iniciam as convenções partidárias, por conta das eleições municipais, e poderá ser feito um entendimento." Na avaliação do pessebista, o segundo semestre na AL será cheio, com decisões importantes a serem tomadas, caso do debate em torno da data-base dos servidores e do pagamento de promoções e progressões em atraso. "Precisamos radicalizar o diálogo, conversar com sindicatos e a sociedade em geral."


