Deputados cobram da polícia a elucidação do crime
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2001
Gilmar Agassi<br>De Cascavel 
A morte do deputado Tiago de Amorim Novaes revoltou a população de Cascavel e a classe política paranaense. Vários deputados que conviviam diariamente com Amorim na Assembléia Legislativa estiveram no velório, ontem, em Cascavel. Os deputados exigiram que a polícia elucide o crime o mais rápido possível.
A vice-governadora, Emília Belinati (PFL), esteve em Cascavel representando o governador Jaime Lerner (PFL). Ela disse estar muito triste com a morte do deputado. Segundo Emília, Lerner garantiu que todos as medidas para a solução do crime foram tomadas. ''Foi um crime bárbaro que deixa todo o Estado do Paraná triste'', completou.
O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PFL), chegou a Cascavel por volta das 12 horas. Por volta das 15 horas ele voltou a Curitiba para a posse do suplente de Amorim. O deputado descartou a possibilidade de ter ocorrido um crime político. E declarou que o Estado perderá muito com a morte de Amorim. O presidente da Assembléia afirmou que que a Casa vai ''acompanhar'' as investigações.
Para o deputado Duílio Genari (PPB), o oeste do Paraná perde uma liderança que vinha despontando e poderia fazer cada vez mais em prol de toda população da região. Ele ressaltou que Amorim sempre foi um ''grande companheiro dentro da Assembléia e se preocupava em lutar pelo povo''.
O ex-prefeito de Cascavel Salazar Barreiros (PPB), que apoiou Amorim na última eleição, demonstrou perplexidade com a violência. Na sua opinião, ''nenhuma divergência de cunho político ou particular pode justificar uma morte brutal dessas''. O ex-prefeito disse ainda que o deputado Amorim ''tinha uma trajetória política de grande futuro''.
O prefeito de Cascavel, Edgar Bueno (PDT), que decretou luto oficial, pediu que as autoridades resolvam o crime. Ele disse que a imagem da população e da cidade de Cascavel ficaram manchadas depois de mais um homicídio de grande repercussão.
Amorim representava 22 municípios da região oeste. Atuava basicamente em favor da segurança pública e da agricultura. Apesar de ser considerado do bloco governista, o deputado votou contra a venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel), em agosto deste ano.
O deputado era membro efetivo da Comissão de Segurança Pública e da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa. Era suplente nas Comissões de Terras, Imigração e Colonização; Ecologia e Meio Ambiente; Direitos Humanos e Cidadania, Agricultura, Indústria e Comércio. (Colaborou Maria Duarte)


