Deputados articulam votação
Curitiba - O veto parcial do governador Roberto Requião (PMDB) ao Plano de Cargos e Salários dos professores e a confusão no Porto de Paranaguá refletiram na base de apoio do governo, que pode sofrer baixas. Deputados da base não querem se colocar contra os professores maior categoria do Estado , e podem votar contra o veto do governador, caso o veto vá mesmo a plenário.
Valdir Leite (PPS), autor da proposta de CPI do Porto, e Cida Borghetti (PP), mulher do deputado federal Ricardo Barros (PP), não estão em clima dos mais favoráveis com o Palácio Iguaçu. Segunda-feira, Requião criticou Barros duramente. E o deputado federal anunciou a proposta de votação de um decreto legislativo que retire do Estado a concessão de gerenciamento e administração do Porto de Paranaguá.
O líder da oposição, Durval Amaral (PFL), não perdeu a oportunidade para tentar desestabilizar a base de apoio do governo. Na tribuna, pediu que a votação do veto seja aberta e não secreta, como normalmente são analisados os vetos. Ou seja, os deputados terão que se identificar e dizer qual a posição em relação ao veto.
O 1º vice-presidente da Casa e futuro líder do governo, Natálio Stica (PT), tem declarado esta semana que não sabe se será ele quem vai comandar a base na votação do veto, e que antes precisa mapear quem é e quem não é governo. Em tese, o governo tem maioria na Casa. Apenas seis dos 54 deputados fazem oposição declarada a Requião.
O veto ao plano dos professores rendeu ontem bate-boca entre a oposição e a situação, no plenário. Durval Amaral subiu à tribuna para declarar que a oposição vai votar pela derrubada do veto, e questionou qual será a posição dos aliados. O líder do PMDB, Antonio Anibelli, disse que vai votar pela manutenção do veto, porque não é ''covarde''. (M.D.)





