Curitiba Os 49 deputados estaduais candidatos à reeleição estão aproveitando o recesso da Assembléia Legislativa, iniciado no último dia 2, para pedir votos em seus redutos eleitorais. Com a proximidade das eleições de 6 de outubro, eles estão cada vez mais preocupados em garantir a permanência no Poder Legislativo. Tanto que o mês de junho foi marcado por faltas nas sessões plenárias, quando são votados projetos importantes.
Levantamento feito mensalmente pela Folha, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), revela que durante o mês de junho Chico Noroeste (PL) esteve ausente em oito sessões. Cleiton Kielse (PFL), em sete. Os petistas Ângelo Vanhoni e Irineu Colombo em seis.
Os deputados, não somente os citados, têm passado cada vez mais tempo no interior, deixando plenário vazio. Por conta disso, boa parte das sessões caíram, com falta de quórum. A situação tende a se agravar no segundo semestre, quando a campanha estiver a pleno vapor.
Por enquanto, eles aproveitam o tempo livre para colocar o pé na estrada. O deputado governista Ademar Traiano (PSDB) disse que está na hora de ''colher'' o trabalho de atendimento que ele diz ter feito junto aos prefeitos. Traiano representa 30 municípios no Sudoeste e mais quatro no Oeste. ''Vamos intensificar o corpo-a-corpo com o eleitor quando estivermos mais próximos das eleições'', disse.
Augustinho Zucchi (PDT), do bloco de oposição, disse que tem percorrido o interior, mas que ainda não deslanchou a campanha. ''Começa para valer depois de 2 de agosto, quando lançar oficialmente minha candidatura. Ainda nem fizemos o material de propaganda'', afirmou.
Os candidatos da oposição PMDB, PT, PDT, PPS e parte do PL vão concentrar o discurso, no interior, nas críticas ao governo Jaime Lerner (PFL). Uma das principais bandeiras será a tentativa abortada de vender a Copel. Já os governistas (PFL, PTB, PSDB, PPB, PSL e PL) apostam nas obras que buscam levar para suas bases eleitorais.
Dos 54 deputados federais, apenas cinco não são candidatos à reeleição. Irineu Colombo (PT) quer se eleger deputado federal. Hidekazu Takayama (PTB) e Cézar Silvestri (PPS) também. Tony Garcia (PPB) disputa uma vaga ao Senado e Orlando Pessuti é vice na chapa de Roberto Requião, candidato ao governo pelo PMDB.
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), acredita que a renovação será pequena na Casa. Ele calcula que entre 10 e 12 deputados não consigam se reeleger, abrindo espaço para novos nomes.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebeu 474 pedidos de registro de candidatura a deputado estadual. Cada parlamentar custa mensalmente ao contribuinte R$ 13 mil, no mínimo: R$ 6 mil brutos de salário, mais R$ 7 mil para verba de gabinete, fora mordomias como carro à disposição.
Os deputados só voltam ao plenário no dia 5 de agosto. Como dia 1º de agosto cai numa quinta-feira, a primeira sessão após o recesso ficou marcada para o dia 5, segunda-feira. O ano legislativo acaba dia 15 de dezembro.

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