A Assembléia Legislativa aprovou ontem à tarde suas próprias contas, referentes ao exercício financeiro de 1997. A toque de caixa e sem discussão, os deputados aprovaram três balanços. O primeiro, referente à prestação geral de contas do Poder Legislativo. Outro, relacionado aos gastos com subvenção social e assistencialismo. E um terceiro, envolvendo as despesas de gabinete dos 54 deputados.
A Assembléia consumiu R$ 7.579.425,00 a mais do que dispunha em orçamento. Os deputados gastaram R$ 70.309.425,00 de um total disponível de R$ 62.730.000,00. Os gastos com pessoal, mais encargos sociais, foram de R$ 57.905.361,49, ou seja, 65,85% do total. Os vencimentos e vantagens fixos ficaram em R$ 35.451.445,86.
As despesas correntes, efetuadas para atender gastos como a manutenção de serviços da administração, contratos e auxílios da Assembléia foram fixadas na contabilidade em R$ 12.234.130,36, o equivalente a 13,91% do total, enquanto as despesas de capital ficaram em R$ 169.933,32. Na análise do balanço patrimonial, o Legislativo registrou um ativo (crédito) de R$ 30.843.776,05 e um passivo financeiro (débito) de R$ 13.520.361,03.
Para manterem seus gabinetes funcionando, os deputados gastaram no ano passado R$ 2.229.218,99. A Diretoria Financeira contabilizou uma sobra de caixa de R$ 621,01. Ao todo, os 54 parlamentares tinham direito a R$ 2.229.840,00, uma média de R$ 41.293.333,00 per capita. Todos os deputados utilizaram o dinheiro.
Apucarana O Projeto de Lei Complementar Nº 303/98, de autoria do deputado Orlando Pessuti (PMDB), que propõe a criação da região metropolitana de Apucarana, foi retirado de pauta na sessão de ontem da Assembléia Legislativa do Estado. No dia anterior a matéria havia sido aprovada por unanimidade, mas na segunda sessão o líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), pediu a sua retirada de pauta. Com esta decisão, o projeto da região metropolitana de Apucarana retorna para apreciação na Comissão de Justiça e Redação da Casa. (Leandro Donatti e Maurício Borges)

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