Curitiba - A Assembléia Legislativa do Paraná aprovou ontem à tarde, em última votação, o ressarcimento das despesas dos 54 deputados estaduais referentes ao mês de setembro. Os valores, como de costume, não foram oficialmente divulgados. Pelas regras em vigor, cada deputado tem direito a receber no máximo, como ressarcimento, R$ 20 mil mensais.
As despesas precisam ser comprovadas através de notas fiscais, e são em seguida analisadas pela Comissão de Tomada de Contas, vinculada à própria Assembléia. O presidente da comissão, Duílio Genari (PP), disse ontem que não lembrava qual era o valor exato referente a setembro, mas confirmou que o teto é de R$ 20 mil por parlamentar. Se multiplicado por 54, a Casa arca com cerca de R$ 1 milhão por mês somente em ressarcimento. Essa verba é destinada ao pagamento de despesas com viagens (gasolina, passagens), alimentação e Correios.
O deputado Tadeu Veneri (PT), porém, quer saber exatamente qual é a finalidade da verba, e espera há sete meses uma resposta para seu questionamento.
Ele afirma que não está claro se é só para despesas do deputado, ou de todo o gabinete, incluindo gastos feitos pelos assessores, por exemplo. O ideal, segundo Veneri, é que os eleitores pudessem ter acesso aos gastos dos parlamentares.
No entanto, o Regimento Interno da Casa que está sendo reformulado não prevê que esse tipo de informação seja acessível ao público. E a atualização do texto não deve trazer avanços nesse sentido. Além da verba de ressarcimento, cada deputado tem direito a dois carros, e mais R$ 30,2 mil para contratação de funcionários. O salário de deputado estadual está fixado em R$ 9,5 mil brutos (cerca de R$ 7,1 mil líquidos).

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