Agência Estado
De Brasília
e Redação
Os deputados da CPI do Narcotráfico aprovaram ontem, por unanimidade, o pedido de abertura da cassação do mandato do deputado José Aleksandro da Silva (PFL-AC), o ‘‘Zé Alex’’, que assumiu na vaga deixada por Hildebrando Pascoal, também do Acre (ele foi expulso do PFL) por quebra de decoro parlamentar. Hildebrando, que está preso, tem a situação cada dia mais complicada. Depoimento de ex-traficante, ontem (leia abaixo), classificou o deputado como um dos chefões da máfia da droga no Brasil.
O requerimento da cassação de Zé Alex foi encaminhado à presidência da Câmara para que a decisão da CPI seja apreciada. O relator da comissão, Moroni Torgan (PFL-CE), acredita que a Câmara irá apreciar o pedido num prazo máximo de 30 dias. Torgan e mais três deputados da bancada do PFL na CPI também querem fechar o cerco a Zé Alex no partido. Ele enviaram à Executiva Nacional do PFL uma carta defendendo a expulsão de Zé Alex da legenda, alegando que o pefelista é acusado de participar de grupos de extermínio e de tráfico de drogas com Pascoal, que foi cassado e expulso do PFL.
Os deputados estão certos de que Zé Alex cometeu quebra de decoro ao entregar declaração de bens irreal, na qual constam apenas duas linhas telefônicas em Rio Branco (AC), no valor estimado em R$ 2 mil. ‘‘Ele mentiu já ao assumir’’, afirmou Torgan. Na capital do Acre, Zé Alex teria propriedades e nível de vida diversa do que demonstra sua declaração à Receita Federal.

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