Leandro Donatti
De Curitiba
A Assembléia Legislativa confirmou ontem a criação de sete novos cargos, de controlador, para o Tribunal de Contas do Paraná. A regulamentação que vai definir as atribuições dos novos cargos, a ser preenchidos por critérios políticos através de indicações do governo e da própria Assembléia, será feita no início do ano que vem e passa pela extinção dos cargos de auditores do TC, cuja nomeação depende de concurso público.
Quatro deputados não avalizaram a manobra de Caíto Quintana (PMDB), inserindo a figura do controlador do TC no processo de revisão constitucional: Hermes Fonseca (PT), Luciana Rafagnin (PT), Waldyr Pugliesi (PMDB) e Carlos Simões (PTB). O PT acha que o momento pelo qual passam as finanças públicas não aconselha a criação de cargos. Cada controlador passaria a ganhar algo em torno de R$ 6 mil reais, mesmo salário pago hoje a um auditor do TC.
Pugliesi disse que não concorda com a forma como a matéria foi conduzida. ‘‘Fiquei sabendo disso agora (minutos depois de aprovado texto da revisão, contendo os cargos de controlador)’, afirmou. ‘‘Filosoficamente sou contra esse tipo de coisa. Daqui a pouco esses controladores estão ganhando R$ 10 mil’’, emendou o deputado, que é do PMDB, mesma sigla de Caíto e de Orlando Pessuti, mentores, junto com o líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), da estratégia que levou a aprovação definitiva da medida ontem.
Alvo de críticas ‘‘silenciosas’’ de governistas e até de deputados de oposição, Caíto Quintana tentou minimizar ontem a criação dos cargos de controlador. Disse que, para existirem de fato, dependem de uma regulamentação legal. O deputado não descarta a possibilidade de a Assembléia instituir concurso público, por exemplo, para o preenchimento das vagas. Uma fonte ligada ao deputado, entretanto, assegura que o preenchimento não será feito por concurso.

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