Deputados aprovam 121 cargos para o MP
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2002
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Assembléia Legislativa aprovou ontem em segunda votação o projeto de lei que prevê a criação de 98 cargos comissionados e 23 cargos efetivos destinados ao Ministério Público (MP) estadual. O projeto voltou ao plenário ontem após a deputada Luciana Rafagnin (PT) ter retirado a emenda que impedia sua apreciação.
Para Luciana, a totalidade dos cargos deveria ser para provimento efetivo, e não comissionado. A contratação de servidores em regime de comissão dispensa a realização de concursos públicos, e o servidor não tem garantida a sua estabilidade no emprego, podendo ser demitido por uma decisão da coordenadoria do MP.
Segundo a deputada, a opção pela retirada da emenda foi tomada após uma conversa com a procuradora-geral do Estado, Maria Tereza Uille Gomes. A procuradora me expôs que caso o regime de contratação fosse o de provimento efetivo, os gastos com encargos seriam maiores do que o previsto no orçamento do MP, e não haveria contratações. Como acredito que o MP precisa urgentemente de novos quadros para realizar seu trabalho, retirei a emenda, mas continuo defendendo a tese de que as contratações não deveriam ser em comissão, explicou.
De acordo com a deputada, a procuradora-geral também garantiu que não haveria subjetividade na admissão dos novos contratados. A dra. Maria Teresa me garantiu que mesmo para os cargos em comissão seria aproveitados os concursos já realizados para a admissão de auxiliares jurídicos, e que não haveria espaço para o nepotismo, disse a deputada.
O sub-procurador geral para assuntos administrativos do MP, Arion Rolim Pereira, apresentou outro motivo para a contratação em regime de comissão. O objetivo é aumentar a produtividade. Como eles irão auxiliar procuradores, caso não estejam correspondendo a expectativa, garante-se maior agilidade nas substituições. Mas a intenção é que as vagas venham a ser preenchidas por concurso público, como acontecerá com os cargos efetivos.
O projeto deve ser submetido à terceira e última votação na sessão de hoje. A deputada petista estuda a possibilidade de apresentar a emenda mais uma vez caso um outro projeto de lei, que prevê a contratação de mais de 200 cargos para o MP, seja aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia. Se existe esse pedido, não vejo motivos para que não haja previsão orçamentária para que os cargos em comissão sejam transformados em efetivos, analisou Luciana. Segundo o presidente da CCJ, Basílio Zanusso, a apreciação desse projeto encontra-se suspensa na comissão, sem previsão de retornar a pauta.


