A Assembléia Legislativa do Espírito Santo resolveu acelerar a análise do pedido de impeachment contra o governador José Ignácio (sem partido), protocolado pela oposição durante o recesso parlamentar. Ontem, segundo dia da volta ao trabalho, foi instalada a comissão especial que analisará a questão. O prazo era até terça-feira. Os deputados alegaram que o Estado está parado em virtude das denúncias de irregularidades.
Ignácio é acusado de conivência com esquema de corrupção em seu governo, empréstimo irregular no Banestes (banco estadual), extorsão de empresários e constituição de caixa dois na campanha eleitoral. Ele nega as acusações.
Essa comissão, formada por 16 deputados, terá um prazo de dez dias para decidir se a denúncia será objeto de deliberação ou se deve ser arquivada. Caso seja emitido parecer favorável, o governador tem 20 dias para se defender. Após a apresentação da defesa, a denúncia é submetida ao plenário. Se for aprovada por 20 dos 30 deputados, é instaurada uma comissão processante e o governador é afastado por 180 dias.
Já o Ministério Público do Espírito Santo vai pedir a prorrogação da prisão do ex-secretário de Governo Gentil Ruy, que é cunhado de Ignácio, por mais cinco dias. Ele deveria ser solto no domingo. O Tribunal de Justiça também recusou o pedido de habeas-corpus para libertá-lo.
De acordo com carta divulgada pela assessoria de Ignácio, Ruy seria responsável pela transferência de recursos públicos para uma cooperativa de crédito privada.

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