Deputados aguardam reforma no secretariado
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quinta-feira, 31 de março de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O retorno do governador Roberto Requião (PMDB) de sua viagem a China deve pôr fim às especulações sobre uma possível reforma no secretariado. A ausência de Requião deu margem a uma série de boatos sobre possíveis alterações no primeiro escalão do governo, que teriam o objetivo de consolidar uma base de apoio já para a campanha de reeleição do governador em 2006.
Apesar de não haver nenhuma confirmação por parte do Palácio Iguaçu, o pontapé inicial da reforma seria o afastamento do chefe da Casa Civil Caíto Quintana, que poderia deixar o cargo para assumir a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Rafael Iatauro. Com a proximidade de sua aposentadoria compulsória por completar 70 anos, Iatauro estaria interessado em viabilizar uma candidatura à Câmara dos Deputados no ano que vem.
Outro nome cotado para deixar o governo é o do chefe de gabinete de Requião, Vanderlei Iensen, que voltaria a exercer seu mandato como deputado estadual e poderia ser líder do governo na Assembléia. ''Na verdade, não estou sabendo de nada disso, nem de qualquer reforma. Isso só o governador pode dizer'', afirmou Iensen.
Apesar das negativas, a boataria é forte principalmente nos corredores da Assembléia Legislativa, onde muitos deputados querem ver os secretários atuais pelas costas. São os deputados governistas, especialmente os do PMDB, que pedem com mais vêemencia o afastamento dos secretários. Além de considerarem que não estão sendo atendidos pelo primeiro escalão de Requião, os deputados temem perder votos em suas bases eleitorais. O deputado Nereu Moura (PMDB) defende que os secretários que vão disputar as eleições peçam o afastamento do cargo antes dos seis meses previstos em lei, para evitar uma ''concorrência desleal'' com os parlamentares da Assembléia.


