Os deputados Chicão Brígido (PMDB), Osmir Lima (PFL) e Zila Bezerra (PFL), todos do Acre, negam ter vendido seus votos pró-reeleição. Eles apresentaram ontem à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) suas defesas em processo de cassação do mandato. Zila Bezerra, ao contrário dos outros, não autorizou a CCJ a divulgar o conteúdo de sua defesa.
Chicão Brígido contratou o advogado Luiz Carlos Madeira, experiente nas questões legislativas e um dos que sustentaram a legitimidade da abertura do processo de impeachment contra o ex-presidente Fernando Collor. Brígido afirmou que as gravações em fita cassete, nas quais o ex-deputado Ronivon Santiago confessa ter vendido o voto por R$ 200 mil e cita o seu nome, não podem servir de provas de que participou de negociatas. Segundo o deputado, a narrativa de Ronivon em nenhum momento compromete seu nome, porque é vaga.
Para ele, Ronivon é um ‘‘psicopata’’, que já teria feito declarações semelhantes a respeito de todos os deputados da Assembléia Legislativa do Acre, até do próprio irmão, retratando-se depois, sob risco de ação penal. Ronivon renunciou ao mandato antes do início do processo de cassação, o que também fez o ex-deputado João Maia, outro que confessou ter vendido o voto por R$ 200 mil.
Provas O deputado Chicão Brígico, que está de licença e exerce um cargo de secretário da Prefeitura de Rio Branco, requereu provas testemunhais dos governadores do Acre, Orleir Cameli (sem partido), e do Amazonas, Amazonino Mendes (PFL), de Ronivon Santiago e dos senadores Flaviano Mello (PMDB-AC) e Nabor Júnior (PMDB-AC).
Osmir Lima pediu provas testemunhais dos dois governadores, do ministro das Comunicações, Sérgio Motta, e do empresário Eládio Messias, dono da empresas Marmud Cameli. O empresário é irmão do governador Orleir Cameli e teria intermediado a compra de votos, de acordo com as revelações de Ronivon Santiago. Osmir Lima afirmou, na defesa, que é amigo pessoal do governador Cameli e que nunca trocou voto por dinheiro.

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