Deputados acham CPI inevitável Arquivo FolhaPREVISÍVELTúlio: ‘‘Não tem mais como evitar’’ArquivoPRESSÃORossoni: sem conseguir conter aliados Deputados que integram a base de sustentação do governador Jaime Lerner (PFL) na Assembléia Legislativa passam o final de semana tentando convencer o Palácio Iguaçu de que a instalação de uma CPI estadual, para investigar o narcotráfico, é inevitável. Fugiu do controle do líder do governo na Casa, Valdir Rossoni (PTB), a lista de adesões pró-CPI. Os governistas Neivo Beraldin (PSDB) e Beto Richa (PTB) foram, respectivamente, as 15ª e 16ª assinaturas do requerimento apresentado pela oposição. Falta ainda o apoio de mais dois deputados para a comissão se auto-instalar. ‘‘Não tem como evitar. Mais cedo ou mais tarde sai’’, disse Algaci Túlio (PTB). O deputado é um dos governistas que aguardam a divulgação, na próxima terça, do relatório da Comissão Especial de Investigação (CEI) – criada internamente no final do ano passado para dar suporte à CPI do Narcotráfico – para aderir à instalação da CPI estadual. Túlio disse que o governo não tem o que temer e é isso que os deputados governistas tentarão deixar claro na conversa com Lerner, ou com seus secretários mais próximos. ‘‘O pior já aconteceu (as acusações contra Cândido Martins, Noronha, delegados e policiais em geral). Além disso a CPI estadual não fica restrita à Polícia Civil, mas à lavagem de dinheiro, ao desmanche de carros, ao desvio de cargas e ao contrabando de armas’’, considerou Túlio. Valdir Rossoni disse que não tem como conter os aliados. ‘‘Mediante a situação na qual nos encontramos hoje, estou conseguindo muito’’, disse o líder, numa referência à crise de caixa que assola o governo e que é motivo permanente de descontentamento dos dpeutados. ‘‘Estou pedindo para que esperem a conclusão da CEI. Para que tanta pressa?’’, disse para provocar a oposição. Rossoni lamentou as adesões de Beto Richa e Neivo Beraldin. ‘‘Eles acharam que tinham de assinar agora’’, disse. A Folha apurou que a resistência em se instalar uma CPI estadual não vem somente no Palácio Iguaçu – que teme a pulverização das investigações e o carnaval político – mas também da própria Assembléia, com medo de respingos. Os governistas que tentam demover Lerner e os próprios colegas têm consciência de que uma CPI em ano eleitoral é prato cheio para a oposição. ‘‘Porém, cabe a nós definirmos as regras e colocarmos a situação em cargos estratégicos. Assim, controlamos a CPI’’, confidenciou um integrante da caravana que vai tentar convencer o governo do Estado de que minar a CPI é pior. (L.D)

mockup