Deputados abafam crise da CEI
Arquivo FolhaTúlio: assunto encerradoA Comissão Especial de Investigação (CEI), criada pela Assembléia Legislativa para auxiliar os trabalhos da CPI do Narcotráfico, afinou o discurso e pôs um ponto final na briga interna entre o presidente, Ângelo Vanhoni (PT), e os demais integrantes da comissão. ‘‘Para mim, o assunto está encerrado. Vamos colocar uma pedra nesta história. O mais importante é a vinda da CPI, programada para os próximos dias 29 de fevereiro e 1º de março’’, ponderou o vice-presidente da CEI, Algaci Túlio (PTB), o primeiro a detonar Ângelo Vanhoni, acusando-o de centralizar as investigações.
‘‘Todo mundo cobrou uma posição do Vanhoni, por ele não ter avisado ninguém da comissão que iria depor na CPI de Brasília, semana passada. Embora os argumentos não tenham me convencido, vamos esquecer isso’’, observou Túlio. O vice-presidente da comissão que investiga a rota da droga no Estado informou que a Assembléia não fará sessões nos dois dias de diligência da CPI. ‘‘O QG será montado na Assembléia mesmo. Vamos discutir com o Nelson Justus (presidente da Casa) o que será disponibilizado’’, afirmou Túlio, minutos depois do que chamou de ‘‘lavagem de roupa suja’’.
A reunião da CEI durou quase duas horas. Ângelo Vanhoni também aderiu ao discurso de unidade. ‘‘O mal-entendido foi dissipado’’, disse Vanhoni, acusado também de sugerir envolvimento de deputados com narcotráfico. ‘‘Eles tiveram a confirmação de que não fui eu quem disse isso, mas uma das testemunhas ouvidas pela CPI em Brasília’’, argumentou. Vanhoni disse que o recesso parlamentar também atrapalhou a comunicação entre os deputados da comissão. Razão pela qual, ele não teria dado ciência aos colegas do convite feito pela CPI para depor. ‘‘Não estou centralizando nada. Todas as decisões têm sido tomadas coletivamente’’, argumentou o petista.
Vanhoni informou ainda que a CEI vai requerer reforço policial ao secretário Cândido Martins Oliveira, para dar segurança aos deputados da CPI e às testemunhas que serão convocadas. ‘‘Temos de montar uma boa infra-estrutura para que tudo dê certo. Esperamos que essa vinda seja um bom início’’, disse o deputado, dizendo que disso depende a transformação da CEI em CPI estadual. À CPI de Brasília, a CEI vai entregar um relatório completo sobre lavagem de dinheiro no Paraná. Segundo Ângelo Vanhoni, em dois anos e meio foram enviados ao exterior algo em torno de R$ 7 bilhões. (L.D.)

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