O deputado José Maria Ferreira (PSDB) entrou ontem com uma ação popular na 4ª Vara de Fazenda Pública de Curitiba para barrar a venda da Copel. A ação quer a suspensão da privatização e o bloqueio dos gastos com o processo. Há cinco dias, o deputado tucano Neivo Beraldin já havia apresentado ação para suspender a venda.
A advogada responsável pela ação de Ferreira, Priscila Gonçalves Gabasa, argumentou que o governo do Estado não deveria estar aplicando dinheiro público na preparação da empresa para venda enquanto a Assembléia não votar o projeto de iniciativa popular que revoga a autorização concedida em 1998 para o Executivo de desfazer das ações que tem da companhia (31%).
O Fórum Popular Contra a Venda da Copel quer adiar para o dia 4 de setembro a votação do projeto. A organização do fórum vai pedir ao presidente da Casa, Hermas Brandão (PTB), que reveja sua proposta de votar o projeto até o dia 15 deste mês. Ontem, Brandão adiantou que não está disposto a mudar a data. Hoje o projeto será apreciado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O leilão está marcado para 31 de outubro. Em tese, a oposição conta com 24 votos e a situação com 30. Os oposicionistas querem que os três integrantes do PSB votem contra a privatização, como orienta a direção nacional. Um dos deputados socialistas, Hidekazu Takayama, diz que está explicando à cúpula do partido que a bancada estadual não pode servir de ‘‘joguete político’’. Ele pretende votar a favor da privatização.

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