Curitiba - O deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB) estaria alcoolizado no momento em que se envolveu em um acidente que causou a morte de dois jovens. A informação está no relatório dos socorristas do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) que atenderam o parlamentar.
O documento registra a situação em que o condutor do Volkswagen Passat foi encontrado pelos bombeiros logo após o acidente, quando o parlamentar ainda não teria sido identificado. No item ''sinais clínicos'', os socorristas registraram que a vítima apresentava ''agitação, hálito etílico, trauma de crânio, trauma de face, trauma de tórax e vias aéreas obstruídas''.
Somente ontem, sete dias após o acidente, a Delegacia de Delitos de Trânsito entregou ao Hospital Evangélico a solicitação de amostras de sangue do deputado. O hospital também informou que está ''rastreando o sistema de análises clínicas para verificar se há sangue do paciente''. As duas vítimas fatais do acidente, Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, foram submetidas ao exame de dosagem alcoólica no Instituto Médico Legal (IML).
Para o advogado da família de Yared, Elias Mattar Assad, a demora na realização do exame prejudica a acuidade do teste. Se confirmada a informação de que o parlamentar estava alcoolizado será o segundo agravante da participação do deputado no acidente. Ribas Carli estava com a carteira de habilitação cassada desde julho e tem registradas no Detran 30 multas, das quais 23 por excesso de velocidade.
Há também a suspeita de que ele estava dirigindo em altíssima velocidade no momento do acidente e que o carro dele teria saído do solo e atingido a capota do outro veículo, decapitando uma das vítimas.
Ontem o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde Carli Filho está internado, divulgou um novo boletim médico informando que o parlamentar está em uma Unidade de Terapia Semi-intensiva, já recebe visitas e está consciente. O deputado estaria se alimentando por meio de gastrostomia e respiraria com o auxílio de traqueostomia. Não há previsão de alta.

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