Deputado some e assusta oposicionistas
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segunda-feira, 20 de agosto de 2001
Luciana Pombo<BR>De Curitiba 
Durante toda a manhã, o clima foi de tensão entre os deputados contrários à privatização da Copel. O gabinete da liderança de oposição ficou lotado desde as 10 horas. Senadores, deputados federais e estaduais faziam constantes reuniões para definir as estratégias de votação. O coordenador executivo do Fórum Popular Contra a Venda da Copel, Nelton Friedrich, acertava por telefone os últimos detalhes da movimentação fora da Assembléia.
Uma das maiores preocupações dos parlamentares era com relação ao deputado Chico Noroeste (PFL), desaparecido desde a última sexta-feira. Noroeste que é da região de Foz do Iguaçu havia repensado seu voto e anunciado na semana passada que seria a favor do projeto de lei que impede a venda da Copel. No entanto, ele estaria sendo pressionado pelo governo do Estado.
Um grupo de deputados formado por Algaci Túlio (PTB), Marcos Isfer (PPS) e Ângelo Vanhoni (PT) iria denunciar o desaparecimento de Noroeste na Polícia Federal. A iniciativa foi barrada pela localização do parlamentar. ''Ele está em Curitiba, mas não quer ser localizado por ninguém. Ele disse que viria apenas para a votação em plenário'', afirmou Algaci Túlio, que conversou por telefone com Noroeste no período da manhã.
Noroeste confessou ter sido procurado pelo governo do Estado por diversas vezes e ter recebido a oferta de obras em Foz do Iguaçu, como a de um hospital que ele estaria pleiteando desde o início de seu mandato.


