O deputado Sérgio Naya reclamou ontem, em carta ao presidente da Câmara, Michel Temer, estar sendo tratado como ‘‘vilão’’ e apresentou uma defesa prévia. Ele disse que foi envolvido pelos acontecimentos que culminaram com a implosão do Edifício Palace II, no Rio, e que tem sido alvo de uma campanha da imprensa de todo o País. ‘‘Não tive ensejo de apresentar defesa de qualquer natureza, sendo apontado como um verdadeiro vilão’’, declarou.
Ele disse que a empresa Sersan, da qual é dono, alojou os ocupantes do prédio em hotéis e motéis da Barra da Tijuca. Argumentou que não é o responsável técnico pela obra desde 7 de junho de 1987.
Naya rebate a gravação apresentada no programa ‘‘Fantástico’’, da Rede Globo, quando confessou ter falfisicado a assinatura do governador de Minas, ter se apoderado de uma draga e ter descoberto uma forma de fazer contrabando.
Segundo o deputado, quando falou sobre estar descobrindo um veio de produtos dos Estados Unidos quis dizer: ‘‘Fiz a doação de sete aparelhos de hemodiálise aos municípios de Muriaé, Itanhadu, Passa Quatro, Boa Esperança, Nanuque, Almenara e Bambu풒.
Sobre o fato de ter dito que tinha se apropriado de uma máquina, afirmou: ‘‘A expressão quis mencionar o fato de que tinha diligenciado a transferência de uma draga pertencente ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), que não estava sendo utilizada pelo município de Três Pontas, para o município de Leopoldina’’. Por fim, o deputado procurou esclarecer o que quis dizer quando declarou ter assinado uma ordem pelo governador e que falsifica mesmo. Segundo ele, a expressão foi usada em um momento de grande descontração e que a assinatura do governador jamais foi falsificada.

mockup