Todos os 513 deputados e 81 senadores receberam ontem o salário extra de R$ 8 mil, a primeira parte da ajuda de custo para o início dos trabalhos de julho. No dia 25, os que tiverem comparecido a todas as sessões deliberativas receberão mais R$ 8 mil, correspondentes à segunda parte da ajuda de custo, agora pelo fim dos trabalhos extras. O desconto pelas faltas não se aplica ao primeiro pagamento.
Além dos R$ 16 mil das extras, deputados e senadores recebem ainda, em julho, mais R$ 8 mil, correspondente ao salário normal. Parte é paga no dia 22 e parte no dia 10 do mês seguinte. As extras correspondem a R$ 9,5 milhões, só em vencimentos de parlamentares. Os servidores também recebem pelas horas de dedicação em um mês de férias. Os cálculos são de que a folha deles terá acréscimo de R$ 30 milhões. Como muitos entram de férias e outros acabam não sendo convocados, este número pode mudar.
O dinheiro extra de julho é muito bem recebido pelos parlamentares. Ontem, na sessão solene de abertura dos trabalhos extraordinários, o presidente do Senado e do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), pediu a presença de todos, para a votação das reformas. O deputado Nilson Gibson (PSB-PE) respondeu: ‘‘Isto não é um apelo, presidente; isto é uma ordem’’. E acrescentou: ‘‘Me tirando do vermelho, estarei aqui para votar.’’

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