Deputado questiona arquivamento da CPI do Pedágio
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O arquivamento da CPI do Pedágio provocou mais tumulto ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, quando o deputado estadual Nelson Luersen (PDT) usou da tribuna para questionar a retirada da assinatura de Cheida (PMDB) Vinte e quatro deputados apoiaram a abertura da investigação em outubro de 2012, mas sete desistiram na semana passada. Na lista estavam Cheida e o próprio presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB). A manobra permitiu o arquivamento da proposta, pois derrubou para 17 os apoiadores da iniciativa (18 é o mínimo para instalação da CPI).
Autor do requerimento para abertura da CPI, Luersen entende que por Cheida estar afastado da Assembleia ele não poderia retirar a sua assinatura. O pedetista anunciou que na segunda-feira irá formular uma "questão de ordem" à Mesa Diretora, reclamando da "ilegalidade" do ato. "Se o deputado não tinha cadeira, não tinha como retirar. A resposta da Mesa tem que ser por escrito, daí vamos avaliar as próximas medidas", disse Luersen. Ontem ele citou uma decisão de 2007 do Supremo Tribunal Federal, em que os ministros proíbem a retirada de assinaturas após a lista de apoiadores ser publicada no Diário Oficial.
"Eu acho ótimo se não puder retirar minha assinatura. Fiz isso por orientação dos meus advogados, que me alertaram que tinha efeito de quórum, deixava a Assembleia com 55 deputados (existem 54 cadeiras na AL). Fico contente se a nulidade tiver base legal, pois como todos os paranaenses quero que os pedágios sejam investigados. Não vou mudar meu modo de pensar por estar na administração", retrucou Cheida para a FOLHA. Ele está licenciado desde fevereiro, quando assumiu a Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Rossoni usou o horário do PSDB para comentar a situação, pedindo "cautela" aos deputados estaduais.
O presidente da AL chamou de "relatórios laranjas" o resultado de investigações anteriores sobre o pedágio. Rossoni também insinuou que pode ter havido propina em alguns casos, sem dar nomes. "Cometi um erro ao assinar a CPI, pois entendo que devo agir como um magistrado, sem ser a favor ou contra", disse o tucano. Ele não se opôs à nova coleta de assinaturas, mas disse que o governo do Paraná negocia a redução das tarifas com as concessionárias e que uma CPI poderia atrapalhar. "Vamos estar chamando a culpa de não baixar o pedágio", ameaçou.


