Deputado queria lei para
esporte em corredeiras


Dos 192 projetos apresentados com o objetivo de se transformar em lei, em 96, alguns chamam a atenção pela peculiaridade. Luis Accorsi (sem partido) elaborou um que denomina ‘‘taxionetes’’ as caminhonetes de aluguel para o transporte de bens e mercadorias. ‘‘É útil para as donas de casa fazerem suas compras’’, defende o autor da proposta, que está ‘emperrada’ na Comissão de Obras da Assembléia, desde o último dia 13 de maio.
Accorsi diz que o projeto - que não deixa de ser hilário - tem uma função social. ‘‘O que eu quero é defender os interesses dos consumidores. As taxionetes terão taxímetro como os táxis normais. É uma forma de assegurar os direitos das pessoas que se utilizam do serviço’’, justifica.
O prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PDT), quando deputado, quis transformar em lei um projeto que proíbe o excesso de peso nas mochilas dos alunos de 1º grau. A proposta, que obteve apoio em massa das mães dos estudantes preocupadas com os eventuais problemas de coluna dos filhos, provocou ‘furor’ e ainda não saiu do papel. Está desde 29 de outubro do ano passado no DAT (Departamento de Apoio Técnico).
Sâmis da Silva (PMDB) achou que a descida nas corredeiras, praticadas pelos adeptos do rafting, precisava de uma lei específica na Assembléia Legislativa. Apresentou um projeto que dispõe sobre a prática esportiva no primeiro semestre deste ano e ainda não obteve o aval do plenário.
Nelson Tureck (sem partido) e Valmor Trentini (sem partido) também deram a sua contribuição para o rol dos projetos incomuns. Os deputados fizeram uma proposta conjunta para instituir o prêmio ‘‘Vultos eméritos brasileiros na visão do Paranᒒ. (L.D)

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