Deputado quer processar secretário de Governo
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terça-feira, 05 de junho de 2001
Maria Duarte De Curitiba 
O deputado Nereu Moura, líder do PMDB na Assembléia Legislativa, quer processar o secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, por crime de responsabilidade, além de interpelar o governo do Paraná na Justiça para obter informações sobre os Jogos Mundiais da Natureza. Moura solicitou ontem à mesa executiva medidas para punir o secretário.
O peemedebista ficou irritado porque não conseguiu obter do Palácio Iguaçu pela segunda vez explicações sobre quanto o governo ou empresas contratadas gastariam na segunda edição do evento, qual o órgão oficial responsável, qual a data escolhida, quanto foi gasto total na primeira edição, e quais os critérios usados para escolha de possíveis empresas particulares que se responsabilizariam pelo evento.
O pedindo de informações foi aprovado no dia 5 de abril. A resposta foi encaminhada anteontem à mesa executiva, que repassou os dados ao peemedebista. Campêlo alega que desconhece todos os itens questionados. Disse que as informações requeridas, em razão da extinção da Secretaria de Esporte e Turismo, poderão ser obtidas junto ao coordenador da Política e do Desenvolvimento do Esporte, ou na Paraná Esporte, ou Paraná Turismo.
Isso é deboche, acinte, escracho e desdém, reclamou Moura. A resposta é intolerável.
Nos documentos fornecidos pelo governo, consta que a filha do governador, Ilana Lerner Hofmann, era conselheira do comitê executivo na primeira edição do evento, em 1997. Moura criticou o fato da filha do governador participar do comitê. Segundo ele, foram gastos cerca de US$ 80 milhões na realização da primeira edição do evento, na Costa Oeste do Paraná.
O secretário não se mostrou preocupado com as críticas do deputado, e devolveu a hostilidade. O senhor Nereu Moura que me processe que eu respondo em juízo, rebateu. Ele que pare de fazer política barata e seja estadista.
O deputado encaminhou o pedido de informações à Secretaria de Governo depois que o coordenador da Política e do Desenvolvimento do Esporte, Segismundo Morgenstern, informou que nada constava que pudesse servir de resposta. Moura considerou uma afronta e subiu à tribuna para ameaçar Morgenstern com um processo por crime de responsabilidade. A Constituição do Estado prevê que compete à Assembléia processar e julgar secretários de Estado, por crime de responsabilidade se não prestarem as informações solicitadas ou se fornecerem informações falsas.


