Brasília - O presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), disse acreditar na possibilidade de o Congresso trabalhar no mês de julho e ter o recesso parlamentar em agosto. Após as primeiras conversas com líderes partidários, afirmou: ''Minha impressão é a de que a proposta vai vingar. É impossível alguém ficar contra a medida, contra o Brasil.'' As informações são da Agência Brasil.
Segundo João Paulo, o adiamento do recesso para agosto é a favor do Brasil, pois naquele mês dificilmente se conseguirá votar alguma matéria, e também em setembro, devido às eleições municipais de outubro. A proposta do presidente da Câmara é votar em julho as matérias consideradas importantes.
Normalmente, em anos eleitorais, nos meses de agosto e setembro há duas semanas de esforço concentrado para votações, a última de agosto e a primeira de setembro. A proposta de João Paulo prevê nenhum trabalho em agosto, para que os deputados permaneçam em campanha em seus municípios. ''Agosto e setembro são meses em que o funcionamento do Congresso é muito irregular'', reconhece.
Se o recesso for mesmo adiado para agosto, de acordo com o presidente da Câmara, no mês de julho seriam votados seis projetos importantes para o Brasil. Três deles estão na Câmara: o que trata das agências reguladoras, o que trata das incorporações imobiliárias e o que dispõe sobre a criação de incentivos à pesquisa científica e tecnológica. Os outros três estão no Senado e tratam da Lei de Falências, das parcerias público-privadas (PPP) e da Lei de Biossegurança.
João Paulo disse que sua proposta prevê uma agenda clara e transparente com as datas das votações e dos respectivos projetos a serem votados, para possibilitar a presença em massa de deputados e senadores nas sessões.

mockup