Curitiba - O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), acredita que 2004 será um ano tranquilo na Casa. Brandão acredita que assim como no ano passado, quando a maioria governista no plenário garantiu votações tranquilas, nenhuma grande polêmica deve ser alvo de discussões.
Para Brandão, nem mesmo as eleições municipais marcadas para outubro irão perturbar o sossego do Poder Legislativo estadual. ''Apesar da grande agitação no meio político, tradicionalmente os deputados conseguem evitar de trazer essa agitação ao plenário'', afirmou.
O presidente da Assembléia também não acredita que as denúncias feitas pela Associação dos Servidores Aposentados do Poder Legislativo, publicadas na Folha no domingo passado, possam estragar a paz da Assembléia. O presidente da associação, Sylvio Sebastiani, denunciou ao Ministério Público (MP) a concessão de benefícios a funcionários que não podiam recebê-los e a nomeação de procuradores que não eram formados em Direito. ''São denúncias referentes a suspostos equívocos cometidos por antigos diretores da Assembléia. Mas se esse ex-servidor se sentiu prejudicado, nada mais justo do que ele recorrer ao Judiciário para buscar seus direitos'', comentou Brandão.
No ano passado, poucos temas despertaram as paixões dos deputados. O tema mais espinhoso foi a aprovação do Código de Organização e Divisão do Judiciário (CODJ), que teve pontos vetados por Requião, inclusive o que dá brechas para a remoção de um cartório para outro sem concurso público. O assunto volta a pauta este ano, quando o plenário irá decidir se acata ou rejeita os vetos impostos pelo governador. ''Essa discussão, porém, só deve ser feita a partir de março, quando as votações começam para valer'', acredita Brandão.
Além dos vetos de Requião, os donos de cartório também buscam barrar pontos do CODJ. A Associação dos Notários e Registradores (Anoreg) do Paraná está questionando na Justiça a constitucionalidade de trechos da nova legislação. Brandão encarou como normal a reação. ''Nós temos a convicção de que não há irregularides na lei'', afirmou Brandão.

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