Deputado prega unidade da base partidária
Curitiba - O deputado Abelardo Lupion admite que o PFL passa pela maior crise da sua história, depois da desistência da presidenciável Roseana Sarney, que saiu da disputa por causa das denúncias de irregularidades da sua empresa e de seu marido em projetos da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
O PFL culpa o governo pela crise desencadeada com as denúncias contra a ex-governadora do Maranhão, que teriam como objetivo beneficiar a candidatura de José Serra. E pela primeira vez, fez o partido se afastar da base de sustentação do governo federal.
Para Lupion, o momento é delicado, e somente a unidade partidária poderá evitar prejuízos maiores, como a redução no número de deputados e senadores no Congresso, nas eleições de 6 de outubro. Atualmente o PFL é o maior partido no Congresso, com 97 deputados federais e 19 senadores.
Durante a entrevista concedida ao Canal Exclusivo, Lupion revelou ainda que há uma mobilização por parte de alas do PFL e do PSDB para viabilizar o nome do presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), como opção à candidatura de José Serra.
De acordo com Lupion, se a articulação for concretizada, o PFL poderá voltar a fazer parte da base governista. Para ele, o nome de Serra não tem viabilidade eleitoral. Ele é autoritário e prepotente, diz o deputado. (R.H.)





