Deputado prega ação das
Forças Armadas no Rio
Depois de um giro de duas horas e meia pela Baía de Guanabara, na qual chegaram até a ser intimidados pela presença de homens armados postados no alto da Favela do Caju, os dez deputados da CPI do Narcotráfico que estiveram no Rio para investigar o tráfico de drogas ficaram impressionados com a vulnerabilidade das vias marítimas de acesso ao Estado. ‘‘A Baía é frágil’’, disse o presidente da CPI, deputado federal Magno Malta (PTB-ES). ‘‘A Marinha tem de participar da fiscalização e, se não houver o aparelhamento das polícias, vamos ter o dissabor de só saber que entra droga, e não como se faz para detê-la.’’
O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) disse ter se surpreendido com a falta de sintonia entre os órgãos de informação das instituições responsáveis pela fiscalização da Baía. ‘‘Achei estranho a inteligência da Marinha não ter contato com a Polícia Federal na cobertura dessa área’’, criticou. A presença dos ‘‘olheiros’’ do tráfico, armados em cima das lajes dos barracos na Favela do Caju, assustou Ferro. ‘‘Recepcionaram a CPI à luz do dia e isso nos dá uma idéia da ousadia e do poder de fogo desse pessoal.’’
Malta sugeriu a criação de um pelotão das Forças Armadas que combateria o narcotráfico com a PF em portos e aeroportos. O deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) declarou-se contrário à idéia. (A.E.)

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