Deputado pode perder vaga na AL por infidelidade partidária
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
José Lazaro Jr. <br>Reportagem Local 
Curitiba - A Justiça Eleitoral deu cinco dias de prazo para que Alceuzinho Maron (PSDB) explique a razão de ter deixado o PPS em 2012, quando trocou de legenda para sair candidato a prefeito de Paranaguá (Litoral). O político é alvo de um processo do PPS, que quer para si a vaga de Maron na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, herdada de Marcelo Rangel (PPS), agora prefeito de Ponta Grossa. Eles argumentam que Maron perdeu a condição de suplente ao trocar de partido, devendo a AL empossar o próximo político da lista, Felipe Lucas, do PPS, que é médico em Irati (Centro Sul).
Maron defende-se argumentando que não cometeu infidelidade partidária, pois a substituição de sigla teve ''motivação justa'', sem dar detalhes adicionais sobre o caso. No pedido analisado pelo juiz Josafá Antonio Lemos, do Tribunal Reginal Eleitoral (TRE) do Paraná, o PPS solicita a perda de mandato do político do litoral e a imediata posse de Felipe Lucas. Lemos considerou que a urgência não se aplica ao caso, já que o partido não teria demonstrado na petição qual ''efetivo prejuízo os autores sofreriam ou suportariam caso não fosse concedida a antecipação da tutela almejada''.
O juiz eleitoral considerou insuficiente o argumento que a demora implicaria na perda de espaço dentro das comissões da Assembleia, distribuídas proporcionalmente ao tamanho da bancadas. Com Felipe Lucas, o bloco parlamentar formado por PPS e PMN voltaria a ter quatro deputados estaduais (Douglas Fabrício, Tercílio Turini e Dr. Batista), número mínimo estipulado pela AL para que a liderança do grupo tenha direito a cargos comissionados adicionais e participação certa na composição das comissões.


