Belo Horizonte- O aumento da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) poderá ser usado pelo governo para vencer as resistências dos Estados na proposta de reforma tributária. Ontem, o relator geral do projeto, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), voltou a defender a idéia de elevar a contribuição dos atuais 0,38% para 0,50%. A arrecadação adicional, segundo ele, poderia ser repartida entre Estados e municípios, como compensação pelas perdas com a transformação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Imposto sobre Valor Agregado (IVA).
A estimativa, de acordo com o deputado, é de que uma fatia maior da contribuição, de 0,12%, implicaria um ganho de receita da ordem de R$ 8 bilhões. Embora a alternativa possa ser considerada salgada por diversos setores da economia, essa seria a forma de constituir um fundo de compensação, durante o período de transição do antigo modelo de arrecadação nos Estados para o novo, que levaria, segundo o parlamentar, cerca de cinco anos. ''Se não encontrarmos um caminho para a transição, a reforma não passa. E o projeto não foi aprovado até hoje justamente porque não tinha recursos para compensar perdas''.

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