Curitiba - O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) protocola hoje pedidos de informação sobre o relacionamento entre a Prefeitura de Curitiba e as construras Iguatemi e Catedral, além da Sinalbras Sinalizações. Os pedidos serão encaminhados ao Executivo Municipal, Procuradoria-Geral da União e Ministérios Públicos Estadual e Federal. As medidas, que seriam feitas via Assembleia Legislativa acabaram por tornar-se iniciativa pessoal do deputado, após terem a votação adiada durante a sessão de ontem.
O pedido de informações à Prefeitura nem chegou a ser votado, uma vez que o deputado Valdir Rossoni, presidente estadual do PSDB, comprometeu-se a trazer as respostas ao questionamentos do deputado. Entre outras coisas, Veneri pergunta quais seriam os contratos firmados entre empresas e a Prefeitura entre janeiro de 2003 e março de 2009, e os objetos e valores destes contratos.
O pedido destinado ao Ministério Público Estadual foi retirado pelo petista após a votação ter sido adiada por um pedido para discutir a medida feito pelo líder do governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). Com o adiamento, Veneri afirmou irá protocolar os requerimentos diretamente no MP Estadual, no Ministério Público Federal e na Procuradoria-Geral da União.
De acordo com o deputado os questionamentos são necessários porque a Construtora Iguatemi - de propriedade do presidente do PP de Curitiba, Alberto Klauss, que é ligado a administração de Beto Richa (PSDB) - realizou obras de pavimentação em um processo licitatório para o qual havia sido desabilitada sob suspeita de ter apresentado documentos falsos. Na ocasião, a empresa foi subcontratada pela vencedora da licitação, Catedral Construções Civis Ltda.
A execução das obras pela Iguatemi, de acordo com o deputado, teria sido alvo de uma investigação pelo Tribunal de Contas do Estado que teria confirmado a falsidade das certidões apresentadas durante o processo licitatório e de uma sindicância realizada pela própria Prefeitura para apurar as irregularidades. Veneri questiona os motivos pelos quais, mesmo com os indícios de irregularidades, a Prefeitura continuou a firmar aditivos em, pelo menos, R$ 2,1 milhões em contratos existentes com várias secretarias, além da empresa ter vencido novas licitações com contratos que somam mais de R$ 3,5 milhões.
O procurador geral do município, Ivan Bonilha, confirmou em entrevista à FOLHA que a sindicância havia concluído que a subcontratação da empresa Iguatemi foi irregular e que encaminhou a documentação ao Ministério Público Estadual para investigação, além da abertura de processo de declaração de inidoniedade contra a Catedral. Ele também confirmou que a empresa continua participando de licitações com a Prefeitura e que não há, até o momento, nenhuma comprovação de que a Iguatemi tenha apresentado documentos falsos e portanto, não existe qualquer impedimento legal quanto a novos contratos.

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