Curitiba - O deputado federal Eduardo Sciarra (PFL-PR) recebeu as denúncias de Roberto Requião como uma tentativa de retaliação por conta dos inúmeros questionamentos que tem feito no Congresso Nacional do ''uso indevido da TV Paraná Educativa para atacar desafetos e opositores e para promoção pessoal do governante de plantão''. Sciarra assumiu a presidência do Conselho de Administração da Paraná Ambiental em julho de 2001 e ficou na função até dezembro de 2002. Segundo ele, os contratos de venda e comodato de áreas não passavam pelo conselho - já que a Paraná Ambiental é uma empresa de economia mista e que tem autonomia jurídica.
''A fazenda era administrada pela Paraná Ambiental e a venda foi orquestrada pela Agência de Fomento. Eu como conselheiro, não tinha acesso a todos os processos internos que ocorriam na Paraná Ambiental que tinha autonomia, independência. A operação não foi referendada pelo conselho em hipótese alguma'', declarou Sciarra.
O parlamentar não quis entrar no mérito da transação comercial em si. ''Não estou levantando juízo de valor. Acho que o Ministério Público é o órgão competente para analisar se houve erro ou desvio. Só quero que fique claro que não tenho qualquer relação com os fatos. Esse processo de transação para venda foi iniciado sete meses antes da Paraná Ambiental ir para a Secretaria de Estado de Indústria e Comércio. A intenção dele (Requião) é usar o espaço que tem para atacar quem lhe faz críticas'', avaliou. ''Não vou me calar. Vou acender o debate sobre a TV Educativa e o uso indevido que ele faz da emissora. Não faz parte dos regimentos de uma estatal fazer esse culto a uma personalidade. Eu refuto veemementemente qualquer tentativa dele de me envolver nessa ou em qualquer outra negociação. A partir de agora, vou me antenar ainda mais'', prometeu.
O parlamentar ainda não sabia ontem se iria acionar judicialmente Requião por calúnia, injúria e difamação. Ele pediu formalmente as cópias das fitas da TV Educativa para analisar o que foi dito.(L.P.)

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