Deputado levanta tráfico de órgãos
Deputado levanta tráfico de órgãos Emerson Cervi De Curitiba O deputado federal Padre Roque (PT), integrante da CPI do Narcotráfico, volta a Curitiba hoje em busca de mais informações sobre o tráfico internacional de órgãos de crianças. O objetivo do deputado é conseguir provas do envolvimento de autoridades do Estado nesse tipo de crime. Ele vai conversar com o ex-policial Humberto Terêncio, preso por tráfico de drogas em 1998, na Penitenciária Provisória de Curitiba. Durante seu depoimento à CPI na semana passada, Terêncio disse que policiais civis fariam parte de uma quadrilha que comercializa órgãos humanos para países europeus. O que nós temos ainda é insuficiente para fazer as conexões e apontar nomes, mas o Terêncio prometeu dar novas informações sobre esse assunto, explicou. Tráfico de órgãos de crianças é uma das piores coisas que pode acontecer em um país e isso ainda não foi investigado com a devida profundidade no Brasil. Com os depoimentos de Terêncio e informações enviadas à CPI por um ex-policial do interior do Estado, o deputado diz que poderá apontar alguns nomes de envolvidos e prováveis conexões na Suíça e Alemanha. Mas não posso falar ainda porque faltam as provas que a testemunha pode me indicar. Roque não descarta a possibilidade do Congresso Nacional instalar uma comissão para investigar exclusivamente o tráfico de órgãos humanos no Brasil. Em 1995 os deputados Hélio Bicuco e Rita Camata tentaram iniciar uma CPI nesse sentido mas o PFL e PSDB esvaziaram a proposta, agora estamos rediscutindo a viabilidade dessa comissão, afirmou. Roque entrou em contato com o serviço de inteligência do Exército, que possui informações sobre esse tipo de crime. Para que o trabalho avance, ainda precisaremos de ajuda de organismos internacionais. Hoje Padre Roque também visita o Grupo Fera da Polícia Civil, especializado no combate ao tráfico de drogas, e a Promotoria de Investigações Criminais (PIC), em Curitiba. Ele pretende dar continuidade às investigações da CPI sobre o crime organizado no Estado, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O próximo passo será em direção ao interior do Paraná. Roque pretende ir a Foz do Iguaçu na próxima semana. Recebemos denúncias pesadas sobre o crime organizado na fronteira e iniciaremos as investigações preliminares com as autoridades locais. Nessa etapa dos trabalhos, apenas Padre Roque participa das investigações no Paraná.





