Brasília - O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, ocupou ontem a tribuna do plenário da Câmara para se defender. Por dez minutos, Paulinho ironizou a ação da Polícia Federal, na qual é citado nas investigações, e disse ser vítima de perseguição por defender os interesses e direitos dos trabalhadores. Mas não apontou nomes de seus virtuais algozes.
''Primeiro, te acusam para depois você ter de provar sua inocência'', disse Paulinho. ''Na votação da emenda 3, muita gente disse que ia me pegar na esquina. (Lutei) pelo aumento do salário mínimo. Eu sei por que estou apanhando'', afirmou.
Irônico, Paulinho tentou chamar a atenção dos colegas parlamentares ao criticar a ação da PF na Câmara, quando foram feitas imagens e gravações de um suposto lobista que manteria contatos com o deputado. As gravações foram registradas durante as investigações da Operação Santa Tereza, que desbaratou um esquema de irregularidades envolvendo fraudes no BNDES e exploração sexual de mulheres. ''Se a Polícia Federal disse que o 'cara' entrou na minha sala e na do (deputado) Henrique (Eduardo) Alves (PMDB-RN) com uma mochila, por que não prendeu o 'cara', se estava cheio de dinheiro?'', reagiu o deputado.
Paulinho disse ainda que as citações sobre ele no inquérito da PF são infundadas. De acordo com ele, houve gravações de conversas entre assessores que faziam menção a ele e não o envolviam diretamente. ''Estou à disposição da Corregedoria Geral da Câmara'', disse. (Renata Giraldi/Folhapress)

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