Belo Horizonte- O relator geral do projeto de reforma tributária, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), insistiu ontem na utilização da CPMF como instrumento de compensação para os Estados que venham a sofrer perdas com a transformação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Virgílio disse não acreditar na realização de uma reforma tributária que vá ''falir São Paulo e Minas'', se referindo aos Estados que possivelmente mais perderiam com a alteração na forma de cobrança do ICMS, da origem para o destino.
''Eu, enquanto relator, não admito, em hipótese nenhuma, dar um prejuízo a Minas de R$ 1,2 bilhão. Isso dá minha mão não sai'', disse o deputado, que se encontrou ontem com empresários mineiros na sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiemg). O valor citado por ele se refere à estimativa de perda de arrecadação anual de ICMS feita pela Secretaria da Fazenda de Minas.
No início da semana, Virgílio defendeu a elevação da alíquota da contribuição, dos atuais 0,38% para 0,50%, sugerindo que a arrecadação adicional fosse repartida entre os Estados e municípios. O deputado, porém, recuou da idéia.

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