Curitiba - O deputado federal reeleito Odílio Balbinotti (PMDB) foi o segundo candidato que mais gastou para conseguir uma boa votação nas eleições de 2006. Ele gastou R$ 1,1 milhão e conquistou 116.398 eleitores. O prejuízo pessoal com a eleição teria sido de R$ 3,8 mil. Balbinotti não recebeu recursos de empresas na campanha. Foram apenas recursos pessoais e de candidatos. Além dele, constribuíram para campanha o comitê de Roberto Requião (PMDB) com R$ 2,1 mil e de Alvaro Dias (PSDB), com R$ 125,50. Alvaro não era do mesmo partido de Balbinotti. Nem estavam apoiando o mesmo candidato. Balbinotti apoiou a reeleição de Requião. Alvaro apoiava a eleição de Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado. Alvaro financiou também a campanha de outros peemedebistas, como o deputado federal reeleito Osmar Serraglio (que também recebeu R$ 125,50).
O terceiro parlamentar federal que mais gastou para se reeleger, segundo acerto de contas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi o deputado Luiz Carlos Jorge Hauly (PSDB) com gastos de pouco mais de R$ 1 milhão. Ele teria tido um prejuízo de R$ 305,42 na campanha. Hauly recebeu recursos de várias empresas. Muitas delas de cunho financeiro, como é o caso da Bolsa de Mercadorias e Futuros; Bovespa; Unibanco; e Serasa. Ele também recebeu recursos de empresas como a Compagro Insumos Agrícolas, Fratelli Vita Bebidas, Unibanco, Klabin e Embraer. Ele também recebeu recursos da campanha de Alvaro Dias, no montante de R$ 1.250. Hauly foi reeleito com 111.506 votos.
O deputado federal reeleito Assis Miguel do Couto (PT) foi o parlamentar que declarou os menores gastos. Ele teria investido na campanha R$ 123 mil e conquistado 63.032 votos. (L.P.)

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