Deputado garante que não foge se tiver prisão pedida
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003
Lúcia Martins<BR>Agência Folha 
Vitória O ex-presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo José Carlos Gratz (PFL) disse ontem em Vitória, que, se for decretada a prisão preventiva (pedida pelo MPF), pretende apresentar-se, imediatamente. ''Estou aqui na minha casa em Vitória e não pretendo ir a lugar algum. Não tenho motivo para me esconder'', afirmou, por telefone.
Gratz disse que chegou de Orlando (EUA) na segunda-feira, onde passava férias, e decidiu defender-se das ''acusações sem fundamento feitas pelo Ministério Público Federal''. ''Não fugirei e tenho certeza que a verdade aparecerá. Tudo isso é fantasia dos meus inimigos.'' Em conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal (PF), haveria trechos de falas dele com integrantes da AL do Espírito Santo, nas quais discutiriam um plano de fuga.
Gratz teve seu mandato número 4 cassado pela Justiça no fim de 2002, sob a acusação de se beneficiar de obras aprovadas por ele na Assembléia com o objetivo de conseguir votos. Ele também é acusado de pagar propinas para sete deputados. Em troca, os deputados haviam comprometido-se a ajudar na reeleição de Gratz para a Presidência da Casa em 2000. ''Isso é tudo mentira. Podem investigar a minha vida e dos meus familiares, se quiserem. Tudo isso faz parte de um plano de meus adversários, entre eles, o governador Paulo Hartung (PSB) e Ronaldo Albo (procurador do MPF)'', afirmou.


