O deputado Wilson Cunha (PFL-SE) ganhou ontem um cargo público para não atrapalhar os planos do Palácio do Planalto de enxugar a máquina. ‘‘Ele já votou contra o fim da estabilidade uma vez, então tive de convencê-lo a aceitar uma nomeação de secretário’’, contou o governador de Sergipe, Albano Franco (PSDB) ao Estado.
Segundo o governador, Cunha será seu secretário de Assuntos Parlamentares. Em seu lugar, assume o primeiro suplente Manoel Messias, considerado voto certo a favor da reforma administrativa. Essa foi a forma encontrada por Franco para, sem sair de Aracaju, ajudar o governo federal a tentar aprovar, em segundo turno, a reforma na Câmara.
‘‘O Luís Eduardo (deputado Luís Eduardo Magalhães, do PFL da Bahia, líder do governo na Câmara) está confiante que vai passar’’, observou o governador. Ainda ontem, Albano Franco tentava substituir mais um deputado de sua bancada. ‘‘Este ainda não está acertado; então ainda é segredo’’, afirmou.
O governo passou o dia tentando dobrar resistências
dentro dos partidos de base de apoio do governo. Descobriu duas áreas de atrito pesadas. No PPB, pediu apoio direto a Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, que se empenhou pessoalmente para conseguir virar votos a favor do governo. No primeiro turno da reforma administrativa, o PPB dera 52 votos a favor da proposta.

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