Curitiba Inconformado com o fracasso na sua tentativa de reeleição, o deputado estadual Algaci Túlio (PSDB) entrou ontem com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) alegando que a Justiça Eleitoral não cumpriu a lei no pleito de 6 de outubro. Na representação, os advogados alegam que as urnas com sistema de impressão acoplado deveriam ter sido usadas em todo o território nacional, de acordo com a Lei 10.408, proposta pelo senador Roberto Requião (PMDB).
Na representação, Túlio pede também que sejam transferidos para ele os votos dados ao ex-deputado Custódio da Silva (PTB), atualmente preso por suposto desvio de verbas do período em que foi vereador de Curitiba. O pedido é baseado na apreensão realizada por correligionários de Túlio, que encontraram colinhas nos bairros do Xaxim e Cidade Industrial de Curitiba (CIC) que traziam a foto de Túlio, mas o número de Custódio.
''Como explicar que um candidato que a poucos dias da eleição teve a notícia de sua prisão preventiva decretada consiga o mesmo número de votos de um deputado que foi reconhecido pela imprensa como o mais atuante da Assembléia?'', esbravejava Túlio. O tucano teve 20.619 votos, contra 20.162 de Custódio.
A falta de um comprovante na hora da votação teria sido um dos fatores que teria tirado votos de Túlio de acordo com seu advogado, Júlio Militão da Silva. ''Entendemos que as leis que alterem as eleições só venham a ser utilizadas no próximo período eleitoral. Mas a lei Requião, que determina o uso de impressoras, altera apenas o processamento do voto, e não as eleições'', argumenta.
Dificilmente Túlio terá sucesso em sua argumentação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou uma resolução sobre o assunto, estipulando que as urnas com impressora fossem testadas num universo envolvendo 3% do eleitorado brasileiro.

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