Londrina - O deputado José Mohamed Janene (PP-PR) é réu em 13 ações civis públicas na Justiça paranaense, acusado de ser beneficiário de esquema de corrupção em Londrina, durante a terceira administração do ex-prefeito Antonio Belinati - companheiro de partido do deputado desde outubro de 2005.
No Supremo Tribunal Federal (STF) existem 11 inquéritos e uma ação penal contra ele. Caso o mandato de Janene seja cassado pelo plenário da Câmara, às ações civis públicas poderão se juntar às ações criminais. Isso porque o Ministério Público do Estado, que não pode investigar o deputado devido ao foro privilegiado, não incluiu Janene nas ações criminais que tramitam contra os outros envolvidos.
Em uma das ações, em Londrina, o deputado acusado de ser o operador do mensalão no PP é apontado como beneficiário de esquema entre janeiro de 1998 e novembro de 1999. No período, Janene teria recebido R$ 21 mil mensais das empresas Principal e Tâmara, que haviam vencido licitação para roçagem e limpeza pública na cidade.
Os advogados de Janene confiam que vão barrar no STF apossível cassação. Neste mês, o tribunal julga mandado de segurança impetrado por ele contra a decisão da Câmara de não aposentá-lo por invalidez. Para ganhar tempo, sua estratégia é que colegas de partido peçam vistas dos processos contra ele.

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