Deputado e MP rebatem acusações de advogado
Em resposta às acusações de que seria um dos articuladores das denúncias contra a prestação de contas da campanha petista para as eleições municipais em Londrina, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) disse que não irá aceitar ser transformado em ''bode expiatório'' para o partido do prefeito Nedson Micheleti. ''Me recuso a participar desta farsa. Isto é uma briga interna, criada por uma ex-filiada do partido (Soraya Garcia, ex-assessora financeira da campanha e responsável por tornar as denúncias públicas) e pelo irmão do prefeito (Nilton Micheleti, que acompanhou Soraya ao MP), não por mim'', rebateu.
''Tudo o que sei sobre as denúncias de caixa 2 em Londrina é que a imprensa tem divulgado. Não sei, não participei de nada'', reforçou. Sobre o comentário do deputado André Vargas, de que a oposição na cidade seria formada por urubus, Hauly foi incisivo: ''A atuação dele (Vargas) como líder do PT no Estado é melancólica. André Vargas, José Genoino, Delúbio Soares, são todos farinha do mesmo saco. Estão acabando com 25 anos de história do partido'', disse, referindo-se ao ex-presidente nacional e ao tesoureiro do PT, diretamente envolvidos no escândalo de compra de votos pelo governo na Câmara.
O promotor Miguel Sogaiar, que presidiu as investigações do MP até ser substituído por Edina Maria de Paula, não se pronunciou sobre a acusação de que a investida do MP seria ''política''. Em nota oficial, o procurador-geral de Justiça do Paraná, Milton Riquelme de Macedo, refutou as acusações. ''A Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná esclarece, em relação às investigações de suposto caixa 2 no Partido dos Trabalhadores de Londrina, que a atuação do Ministério Público vem sendo conduzida com estrita observância dos critérios técnicos e jurídicos pertinentes à matéria, não cabendo, de forma alguma, ilações de que haveria motivação política na condução dos trabalhos pelo promotor de Justiça Miguel Jorge Sogaiar. Acrescente-se ainda que se trata de profissional respeitável e correto, de irreparável conduta, que sempre agiu com base na lei e na ética. Quanto ao mérito, cabe ao Poder Judiciário a decisão, após o direito legal de ampla defesa dos investigados. A 'pessoalização' das discussões somente atrapalha o processo de esclarecimento e apuração dos fatos'', conclui a nota. (A.M.)





