Curitiba - O deputado estadual Carlos Simões (PTB) irá assumir a partir da semana que vem uma cadeira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa. Simões obteve o cargo após protocolar uma questão de ordem contra Aílton Araújo (PSDB). Segundo Simões, Araújo teria perdido o direito de participar da CCJ após ter se desfiliado do PTB.
Pelo regimento interno da Assembléia, as comissões permanentes da Casa são constituídas respeitando-se a proporcionalidade das bancadas partidárias na data da posse dos deputados no caso, 1º de janeiro de 2003. O regimento também prevê que caso o parlamentar troque de sigla, ele perde o assento ao qual foi indicado por seu partido, o que acabou acontecendo com Araújo.
Araújo ainda tentou manter sua função na CCJ alegando que o PTB não poderia ocupar cadeiras em comissões por não ter o mínimo de três parlamentares necessários para que uma sigla tenha funcionamento parlamentar. O deputado alegou que o PTB não poderia indicar Simões, uma vez que o petebista não teria sequer um suplente para a comissão. A questão foi resolvida de forma sui generis o deputado Jocelito Canto, que havia saído do PTB no primeiro semestre, filia-se novamente à sigla.
A troca de parlamentares é estratégica para bancada que apóia o governador Roberto Requião (PMDB), que tinha apenas quatro representantes na CCJ contra cinco da oposição.
O líder do governo na Assembléia Dobrandino da Silva (PMDB) comemorou a indicação de Simões. ''Vai ficar mais fácil para o governo aprovar os projetos com a maioria'', analisou. Já o presidente da CCJ, Durval Amaral (PFL) preferiu não comentar a perda da maioria oposicionista. ''A CCJ é uma comissão técnica, e os pareceres não são dados por afinidade ou não com o governo. O trabalho vai continuar sendo realizado da mesma forma'', comentou.

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