São Paulo - O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) disse ontem que o PFL pode estar envolvido nas denúncias publicadas pela revista ‘‘Veja’’ que colocam sob suspeita o comportamento do ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, que teria pedido propina de R$ 15 milhões para ajudar o empresário Benjamin Steinbruch a formar o consórcio que comprou a Companhia Vale do Rio Doce, privatizada em 1997. ‘‘O PFL pode estar por trás disso (denúncia) para dar o troco (vingar a renúncia da candidatura de Roseana Sarney à Presidência) e forçar a saída do Serra (a desistência da candidatura do tucano José Serra)’’, afirmou.
Já o senador José Agripino (RN), vice-presidente nacional do PFL, garante que o partido ‘‘não tem nada a ver’’ com as acusações que envolvem Ricardo Sérgio ao suposto esquema de propinas.
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Segundo ele, o PFL não vai ‘‘jogar lenha na fogueira’’ nesta questão. ‘‘Eu repilo isso à altura. O PFL não tem nada que ver com as acusações de Ricardo Sérgio que envolvam José Serra. O PFL não vai se intrometer nesta história, não vai jogar lenha na fogueira e vai adotar uma postura de expectativa, de acompanhamento responsável dos fatos e seus esclarecimentos’’, disse Agripino.
Quanto à possível instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as acusações, ele disse que isso só será possível se houver fato concreto que justifique a medida.

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